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segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Chery Face após revisão e 2.700 km rodados


Então, meu Chery Face chegou aos 2.700 km e já fez sua primeira revisão aos 2.665 km. A revisão custou R$153, sendo cinco litros de óleo semi-sintético BR Techno (R$24) e um filtro de óleo (R$33).

Como são preços de concessionária, certamente daqui a algum tempo, poderemos encontrar o filtro por um preço bem inferior ao praticado. Já o óleo pode ser adquirido nas autopeças por R$17.
Bom, mas voltando ao Face. O modelo tem tido desempenho razoável, não consumindo demais e nem perdendo rendimento devido aos tipos de gasolina que podemos – infelizmente – encontrar nos postos.

Após a revisão, vou verificar como o Face se comporta em termos de consumo. Até agora, nada foi alterado no desempenho. Já cheguei a 140 km/h com ele e sem nenhum percalço.
O vento influi bastante no consumo do Face na estrada, visto que esta semana tive que enfrentar fortes ventos na rodovia dos Imigrantes e que chegaram a balançar o veículo em diversas ocasiões, sempre corrigido na direção.

Gasolina do tipo Podium é melhor e o carro fica mais econômico. Não recomendo aditivada, pois além de não conhecer o conteúdo do produto, seu rendimento não influencia no Acteco 1.3.

Em relação ao comportamento do carro, o Face tem suspensão dura e com curso pequeno, então dá para sentir bastante as imperfeições do solo e principalmente buracos. Como o carro é alto e a suspensão traseira é por eixo rígido, o resultado não poderia ser diferente.

Se a suspensão é dura, quem sofre é a carroceria e o acabamento naturalmente. Ainda escuto barulhos na parte traseira e já desisti de tentar tirá-los. Já me acostumei. Não há partes caindo ou soltas, exceto no revestimento da tampa traseira, que teve seus pinos soltos.

Ali, o negócio é soltar e prender dar pressão nas presilhas para fixar o revestimento. Isso não é a causa do barulho, devo salientar. De resto, o Face continua o mesmo de sempre.

O motor trabalha bem, tal como a transmissão. Os freios ficaram estranhos depois de uma frenagem mais forte e ainda continuam assim, embora na revisão tenham verificado esse item.
Se estivesse ruim eu não sairia de lá, pois certamente não deixariam. Aliás, um técnico da Chery estava na revenda e pediu para alterar algo no carro. Ainda não sei o que é, mas vou tentar descobrir.

A buzina não tocava direito no volante, mas foi corrigido e já está bom. Algumas vezes ouvi um barulho metálico no funcionamento dos limpadores do pára-brisa, mas acontece de vez em quando.

Vou pedir para ver isso quando for revisar o sistema de direção. Segundo a concessionária, a Chery já tem uma forma – que no Clube Chery alguns já dizem ter sido solucionado seus problemas – de corrigir o barulho na caixa de direção.

Realmente não sei como farão isso, mas também vou tentar descobrir. Outro assunto é um ajuste que pode ser feito no banco traseiro, onde detectei folga no eixo que prende o assento a carroceria do Face.
Isso será testado no carro de test drive da revenda e se der certo, farão em todos os modelos. Embora eu saiba que o banco faz barulho quando se mexe nele, os ruídos propriamente não vem de lá.
De resto, tudo igual ao que sempre foi. Os bancos claros não sujam tanto como eu esperava. Comprei uns tapetes de borracha, pois tapete original com carpete suja bastante. Recomendo colocarem isso.

Outra característica do Face é a regulagem de farol que até anula o acionamento do facho alto. Isso porque no meu caso, quando está na posição 3 (mais alta), ofusca outros motoristas. O ideal é a posição 1 ou 2. Acho que só utilizei o farol alto uma ou duas vezes, pois no 3 ilumina bem longe. Se acionar o alto no 3, vai ofuscar os aviões…

Bom é isso. Estou gostando do Face, embora eu imaginasse que ele fosse melhor do que é. Mas, como a Chery ainda está em seus anos de desenvolvimento técnico e o carro é um projeto de 2006, então ele está em um nível aceitável para o que a marca já conseguiu.

Se o Face tiver uma próxima geração, eu recomendaria trocar a plataforma por outra mais moderna, dotada de suspensão independente na traseira ou eixo de torção. A Chery já tem isso no futuro A2.

O acabamento pode melhorar sem dúvidas, mas não no desenho. A construção precisa ser melhorada no sentido de ter um comportamento mais dinâmico, evitando ruídos indesejáveis e ampliando a segurança.

Ainda não há projeto da Chery para substituir o Face (que eu saiba), então ele continua como está desde quando foi lançado em 2007. Quem sabe a Chery não resolve criar uma nova geração a partir da produção nacional em Jacareí? Seria uma forma de fixar sua imagem no mercado nacional.

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